Capitulos!

Ir em baixo

Capitulos!

Mensagem por [ADM] Utgard em Ter Ago 30, 2016 3:33 pm

E aqui ficarão os Caps da fic...

_________________
avatar
[ADM] Utgard

Mensagens : 49
Data de inscrição : 19/08/2016

Trainer Card
Dinheiro: 10000000000000000000 Yóns
Mochila:
Insígnias/Fitas:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Capitulos!

Mensagem por [ADM] Utgard em Qua Ago 31, 2016 5:42 pm

Cap 1 - A Terrifying Beginning to a History!



A chuva caía pesadamente em cima do corpo frio da garota. Rasgada. Em pedaços, como se algo tivesse brincado com ela antes de transformá-la na obra de arte mais macabra daquele museu. A claraboia de vidro estava quebrada, como se algo tivesse saído voando da cena do crime... Os dois garotos observavam o coro pálido da vítima feminina da ira de algum animal ensandecido. Garras cortaram o concreto das pilastras, deixando as marcas finas de cinco dedos nos pilares amaçarocados e deformados pela força bruta de alguém. Ou melhor. De algo. Os dois meliantes se encaravam, um deles sorria como um idiota, ou um louco possivelmente, enquanto o outro estava sério. Os cabelos brancos e olhos cinza esverdeados do primeiro brilhavam calmamente. O outro, mais alto e de cabelos louros bagunçados pelo vento da noite tempestuosa, fechou seus olhos que mudaram de um azul brilhante para um forte vermelho rubro.
- Então... Você... - murmurou o de cabelos brancos.
- Deixe a conversa pra depois que for um cadáver.
Um trovão estourou no céu... E em meio ao forte clarão os dois começaram a lutar. O de cabelos brancos ganhou garras e seus olhos se tornaram alaranjados como chamas de tocha. Ele atacou ferozmente o adversário, utilizando técnicas de palma aberta para atacá-lo com suas garras pelos lados mas o outro era igualmente treinado, bloqueando os golpes cm o cotovelo e ante-braço esquerdo, sem mover o direito em momento algum. Ele atacou. Mas sem saber como colocar-se de forma correta na mudança de defensiva para ofensiva, permitiu que o outro saltasse e desviasse do poderoso soco envolto em chamas por cima, permitindo que o mesmo utilizasse um chute de cima para baixo contra seu rosto, golpe que foi prontamente defendido ao cruzar os braços e abaixar a cabeça mas que forçou a defesa de tal forma que o impacto da força física do mesmo lançou o rapaz vários metros para trás, fazendo cavações no solo rústico do museu. O de cabelos brancos caiu no chão, pousando no chão agachado, como um gato, caindo de pé sem problemas. Foi então que um barulho eclodiu o silêncio do museu, que só era quebrado até então pelas fortes trovoadas e pelo som do vento. Após o som outra coisa se ouviu: o grito de uma garota, um corvo saiu voando em direção á claraboia quebrada. Os dois combatentes olharam na direção da qual a ave viera. Uma garota loura estava caída no chão, a mão na boca, encarando os dois observadores, ambos concluíram que ela havia caído no chão devido á um susto infligido á ela pelo arrulhar da ave que acabara de abandonar o recinto. Ela levantou-se e fugiu. Sem olhar para o companheiro o garoto louro sugeriu em voz alta:
- Trégua?
- Bom, já que parece que não éramos os únicos aqui... - o outro comentou também sem olhar pro novo companheiro.
Os dois saíram correndo em direções opostas, o louro saltou pelas paredes e graças á grande força em suas pernas alcançou o terraço sem dificuldades através dos pilares que sustentavam o grande salão. Após o corrido, uma outra figura feminina surgiu da escuridão, com longos cabelos azuis balançando com o vento da noite e um sorriso satisfeito ao olhar a cena brilhando no rosto enquanto encarava o cadáver.
- Queeeeeeeeeeeee interessaaaaaaaaaaaaaaanteeee... - disse ela como se ronronasse como um gato.

***

O tempo ainda parecia negativo, escurecido, nublado em geral... Nada mudara o clima pesado da noite anterior. A garota loura estava mais uma vez olhando para a paisagem obscurecida da cidade que podia ver através da janela. Alguns meninos na educação física apontavam para a janela ou acenavam mas ela nem se quer ligava... Eram apenas um bando de porcos nojentos. Foi então que ela notou a estranha figura que acenava para ela: um garoto de tamanho consideravelmente alto ao lado de um pilar de concreto, com um uniforme recém comprado... Ela reconheceu aquela pessoa pelos inconfundíveis cabelos brancos como a neve e o sorriso insano que trazia em seu rosto... Ele lançou um olhar de diversão para a garota ao reconhecer que ela o avistara e reconhecera. Foi então que a voz do professor entrou na cabeça da mesma:
- Alunos! - gritou ele. - Este é o novo aluno transferido da Alemanha. Adrik Von Farfnayer. ele é herdeiro de uma família rica e bla bla bli bla bla... Se vocês meninas já estão pensando em ganhar uma graninha falem com ele e...
- Com licença, senhor! - disse uma voz que a garota reconheceu bem. - Estou atrasado, mas estou aqui!
Ela finalmente virou-se para a porta... O tal alemão era o garoto louro da noite passada, assim como o recém chegado era o assustador rapaz de cabelos brancos, o qual inexplicavelmente estava á metros de distância apenas alguns segundos atrás... Ele se apresentou como Aleister Akala. Algumas garotas cochichavam piadinhas maliciosas entre si, com os dois recém chegados como assunto possivelmente. Os dois procuraram assentos com os olhos... Logo o louro apontou para duas cadeiras vazias, no canto esquerdo do fundo da sala. Os dois caminharam até lá, ao passar pela garota na fileira da janela, os dois lançaram-na um olhar frio, Adrik completamente sério e sem dizer uma palavra, já Aleister:
- Bom dia, senhorita Labulletti... - murmurou ele.
Ela começou á ouvir os murmúrios na sala, o assunto agora era a reação da mesma ao ouvir as palavras do novato... A aula continuou em silêncio até o intervalo entre as matérias. Ela observava de longe os dois garotos novos que conversavam no telhado do colégio. Aleister apoiou-se no guarda-corpo e observou os alunos lá embaixo.
- Não é meio perigoso não ter uma grade pra impedir quedas aqui? - perguntou Adrik escorado no gerador de energia com as mãos nos bolsos.
- Não, eu não tenho tanta certeza... - disse ele. - Que tal testarmos?
- Deixa pra lá, agora sobre ontem a noite...- murmurou Adrik.
Foi então que eles perceberam a presença do grupo de oito rapazes que se aproximou rapidamente de Aleister que ainda se encontrava olhando lá para baixo, sem ver o oponente se aproximar por trás.
- Ei, Akala cuida...
- Ah, que é isso vamos testar não é mesmo! - o outro riu e empurrou Aleister do telhado, lançando-o para a queda e perdendo-o de vista.
Ele se aproximou do guarda-peito e perdeu o sorriso, curvou-se para enxergar melhor... E foi então que sentiu a colisão contra sua nuca.
- Que bom que você entende minha curiosidade companheiro! - murmurou Aleister ao acertar o cotovelo na nuca do seu alvo em plena uma queda vinda de lugar nenhum... Os outros delinquentes se afastaram enquanto seu líder caía. Aleister agarrou ele pelo calcanhar... De pé na lateral da construção. Ninguém parecia se quer notar aquela cena sobrenaturalmente assustadora. Ele atirou o adversário para o alto fazendo-o cair no meio do telhado, os ossos quebrados e pela colisão e o corpo dolorido. Aleister virou-se para cima, ainda na lateral do prédio, os braços cruzados enquanto encarava os outros rapazes. Adrik observava o novo amigo com espanto e admiração. Os rapazes saltaram para tentar atingir seu oponente... Que não estava mais ali... De forma que caíram contra o pátio lá embaixo, quando os professores chegaram, Adrik e Aleister já não estavam no telhado. Elise olhava para os corpos mortos dos sete alunos que davam á entender uma tentativa de suicídio mútua.
- Que visão mais feia... - murmurou uma voz masculina.
Ela virou-se e se assustou á ver o extremamente alto e louro garoto alemão.
- Acho que não vamos ter mais aulas hoje, até amanhã, loirinha. - murmurou Aleister ao lado dele.
Os dois caminharam em direção a entrada  do prédio, ignorando os cadáveres pelos quais passaram ao lado.

***

O museu parecia idêntico ao da noite passada agora que a chuva voltara á dar as caras. A polícia já havia isolado a ala na qual se encontrava o cadáver, agora coberto por um pano branco manchado com o sangue seco da própria vítima. O detetive observava a cena pasmo enquanto os legistas analisavam tudo dado o fato de ser impossível remover o cadáver daquele recinto. Uma voz feminina cortou o silêncio e chamou a intenção de todos para si:
- Com licença senhor. - disse uma jovem menina de no máximo dezessete anos. - Vim investigar um assassino que venho buscando desde minha terra natal.
Ela mostrou o distintivo japonês que apresentava o nome Natsumi Hikari. O detetive, alto, bigodudo e parrudo, firmou as sobrancelhas para certificar-se do que via e encarou a garota. Parecia que tudo estava de acordo...
- E o que faz aqui em Austrain City, detetive Hikari? - perguntou ele duvidoso.
- Mostre-me o corpo e talvez eu responda.
O homem grunhiu alguma coisa incompreendível e fez uma mesura para que ela se aproximasse do cadáver em estudo, os peritos observaram-na com cautela retirar o pano branco e atirá-lo por cima do ombro, revelando o que restara de um verdadeiro assassinato, não era apenas um único cadáver e sim doze, retalhados, destroçados e picados, tão desfigurados e parcialmente devorados que poderiam ser confundidos com apenas um... A garota observou a cena atenta e cautelosa, sem demonstrar se quer qualquer sinal de enjoo.Os cadáveres e suas entranhas haviam sido alocados de forma á formar cinco letras e uma exclamação.
- Leia. - disse ela para o detetive local. - Em voz alta. Não sou tão boa em sua gramática.
O homem observou quieto. Ele finalmente revelou o significado:
- Está escrito "HUNGRY!"... - disse com pesar e horror. - Faminto.
Ela apertou os lábios... O modus operandi era realmente parecido, mas não combinava o fato de ele ter semi-devorado as vítimas para então mostrar os corpos da forma que colocara, formando uma palavra para dar enfase para sua motivação para o ato. O que fizera aquilo era muito mais horroroso e maligno que o meliante que Natsumi buscava... Era um demônio que superara o termo "demoníaco". Uma besta que merecia todo um filo novo para descrevê-la. Foi então que ela avistou algo na mão de um dos peritos: uma foto tirada no museu. A garota agarrou a imagem coma mão esquerda, arrancando-a da mão do rapaz com certa brutalidade. Natsumi estudou a cena apresentada: um homem louro jovem e ao seu lado uma mancha, um borrão na imagem... Ela ergueu a foto.
- Quem é o louro na foto e quem está ao lado dele?
Todos olharam pra ela. O detetive suspirou e ergueu a mão.
- Um rapaz chamado Adrik Von Farfnayer, ele é filho de um empreendedor estrangeiro que veio para a cidade recentemente, já teve histórico de violência e consideramos ele nosso primeiro suspeito. - comentou. - Mas do que está falando sobre borrão? A imagem está em perfeito estado e não há mais ninguém nela...
Ela amassou a foto e guardou no bolso da jaqueta preta, jogou o cabelo lilás por cima do ombro e saiu do recinto recitando as seguintes palavras:
- Vou ter uma conversa com ele. Sugiro que deem uma olhada no colégio Anne Hibbens, na Westside com a Morgan Boulevard.
Enquanto ela partia todos da equipe se perguntavam do que diabos ela estava falando quando de repente o celular do detetive tocou... Ele pegou o telefone. Era o comissário de polícia...
- Minha filha acaba de delatar um suicídio coletivo no Colégio Anne Hibbens. Westside com a Morgan Bouleva... Jorel? Ainda está aí?
Mas ele não estava. Detetive Jorel acabara de derrubar o celular no chão... De queixo caído ele observou o caminhar suave da garota de cabelos lilases que acabara de deixar o recinto... Coincidência demais para uma mera adivinhação.

***

Adrik terminou de se vestir, vestindo uma camisa preta sem mangas, ele caminhou para pegar a jaqueta azul no beiral da cama e vesti-la mas parou-se no meio do caminho, os olhos azuis tornaram-se rubros. Ele virou-se pronto para acertar um poderoso soco em alguém mas parou-se ao ver que seu oponente era nada mais nada menos que... Uma garota? Natsumi agarrou-o pelo pulso e puxou-o, dobrando o braço do mesmo e empurrando-o contra a parede ás suas costas.
- Pô, pelo menos um elogio ao entrar no quarto de um cara, estranhazinha. - comentou ele.
- Belo peitoral. - disse ela apressada e sem demonstrar real interesse. - Agora, o que me diz de me dizer quem estava com você nesta foto?
Ela esfregou a foto tirada no museu no rosto do rapaz que acertou-lhe o nariz com uma cabeçada para trás e aproveitou-se das falta de equilíbrio da mesma para pegar impulso acertando os pés na parede e soltar-se da prensa com um mortal do qual ele caiu no chão de pé, porém com falta de proporção entre pouso e decolagem.
- Droga, esse corpo é muito pequeno, mas é o máximo que eu posso usar num lugar tão apertado... - ele murmurou cerrando os punhos.
A garota recuperou o equilíbrio e o embate começou: ela girou e ergueu a perna em um ângulo no qual poderia ter acertado facilmente a cabeça do garoto que desviou lançando a cabeça para trás, recebendo apenas um pequeno arranhão em seu queixo. Natsumi repetiu o movimento girando novamente em uma impressionante velocidade e acertando o rapaz na boca do estômago de forma á lançá-lo para trás com força suficiente para não apenas forçá-lo á atravessar o quarto mas também para quebrar a porta e atingir a parede, do outro lado do corredor de seis metros. Adrik se levantou porém sem muitas dificuldades.
- Se quer briga, é o que terá.
E avançou, seus olhos agora brilhavam em um escarlate e deles saíam pequenas chamas á partir de suas íris. Ela disparou três projéteis na direção dele, analisando seu estilo de combate... Para sua surpresa ele saltou e girou no ar, cobrindo-se com chamas rubras iguais aos seus olhos e a três armas simplesmente viraram cinzas. Ele parou de girar, saindo da cortina de fogo em uma poderosa voadora, a garota lançou uma Kunai contra a parede contrária da escada e içou-se pela corda presa á ela, esquivando do golpe que afundou-se no concreto abaixo do piso de granito. De alguma forma o rapaz transformou o impacto que quebraria o pé de uma pessoa comum em um impulso, dobrando a perna direita que estava presa ao solo e saltando na direção da garota, acertando o estômago de Natsumi com tamanha força que o mero resquício da onda de choque de seu punho destruiu a parede atrás da mesma. A garota foi lançada furiosamente  contra o chão de granito de uma biblioteca, causando deformações no material conforme capotava e rolava, durante a trajetória de parada, quebrando mesas e atirando cadeiras e poltronas para o alto no processo. Uma estante foi atingida do outro lado da enorme sala, e os livros caíram sobre o corpo moribundo da garota, o mesmo ocorreu com a estante de madeira vermelha. Adrik saltou da escada para a biblioteca e caminhou calmamente, com postura imponente.
- Você mexeu com o lagarto errado o do cabelo lilás.
Um livro escorregou do monte. Depois outro. E mais um. A pilha de livros explodiu e a estante virou lascas de madeira, a garota encarou o oponente com olhos cobertos por chamas negras. Adrik levantou uma sobrancelha. Ela fez um movimento com as mãos e várias Kunais de sombras surgiram em pleno ar ao redor dela.
- Você mexeu com a borboleta errada loirinho.
Adrik arregalou os olhos quando as diversas armas vieram em sua direção em uma velocidade impressionante. Ele utilizou uma explosão de chamas rubras para se reposicionar com um salto, enquanto as armas de sombras explodiam contra o solo onde uma vez ele estava poucos segundos atrás. Ele pousou na parede e impulsionou-se novamente, desviando de mais uma metralhada de facas extremamente afiadas. Mas na terceira vez já não teve tanta sorte, em pleno o salto viu-se amontoado e cercado por uma quantidade esmagadora de Kunais imóveis no ar. Elas começaram a se mover na direção do rapaz louro que cruzou os braços com a intenção de bloquear os ataques... Mas era demasiado desnecessário. A garota piscou mas suas Kunais haviam apenas acertado umas as outras de forma á desfazerem-se. Ela olhou fixamente para a cena... O rapaz havia realmente desaparecido...
- Cheguei na hora certa! - murmurou Aleister, ele e Adrik estavam sentados em cima de uma estante á direita da garota.
Os olhos verdes acinzentados do garoto brilharam com uma chama branca. Seu sorriso acentuou-se de forma á provocar a ira da garota.
- Então você é o parceiro do loirinho aí? - gritou ela. - Eu sou Natsumi, vim atrás de um Youkai que estava perseguindo faz um tempo. E já que você também não é fã de fotos...
- Espera aí fotos? - perguntou Adrik que foi fielmente ignorado.
- Prazer, me chamo Aleister. - apresentou-se o de cabelos brancos que surgiu agarrando a mão da moça e beijando-a de repente de forma á assustar a garota mesmo em um gesto cavaleiresco.
Ela girou e prendeu o rapaz pelo pescoço colocando uma Kunai rente a garganta do mesmo. Ele não perdeu o sorriso, a garota abriu a boca pra falar mas de repente notou algo errado: ela não tinha nenhuma Kunai nas mãos e estava presa em um mata leão, tendo a ponta da arma que segurava menos de um segundo atrás rente á sua própria garganta.
- Surpresa? - disse ele. - Vantagens de coexistir em trinta e um planos diferentes além desse. Como pode ver, não sou uma das criaturas que seu povo chama de Youkai... Senhorita Shinigami. E você está me atrasando...
Ele empurrou-a para frente violentamente mas surgiu na direção contrária acertando-a com um soco na boca do estômago. Ela tentou cortá-lo com uma Kunai de sombras mas ele simplesmente não estava mais na frente da mesma, caindo em cima dela com uma voadora de forma á afundar a cabeça dela no chão com um impacto tão grande que simplesmente criou uma cratera de oito metros no centro da biblioteca. Aleister saiu caminhando em direção á porta da biblioteca acenando para Adrik.
- Qualquer problema é só contar comigo. - avisou enquanto sumia aos poucos no ar. - Pergunte pra ela o que quiser, a baixinha aí deve saber de alguma coisa...
Adrik saltou da estante ainda coçando a cabeça por dúvida. Caminhou na direção da garota que tentava se levantar fracamente, agarrou-a pelo cabelo com um sorriso aterrorizante. E ergueu-a na altura de seu rosto.
- Agora... - disse ele arrumando seu cabelo para trás. - O que dizia sobre uma foto?

***

- Mas como você é fotogêêêêêêêêêêêênico... - susurrava a garota com voz doce e calma como um ronronar.
A câmera brilhava em sua mão, fotografando a cena macabra de cima de uma estátua. No solo uma criatura que só podia ser a aberração mais pura da natureza fazia sua arte: eram um homem alto, musculoso, com pele acobreada e rubro-acinzentada, com olhos brancos vazios e presas cadavéricas afiadas como estacas, com no mínimo oito centímetros cada. A garota era baixinha, usava um vestido amarelo e sua pele clara brilhava, com os olhos amarelos selvagens, um escondido pela franja de seu cabelo longo e azul. O traço mais estranho em sua aparência era as pequenas presas felinas que saíam de seus lábios finos e felinos, sua cauda azul e suas orelhas de gato. Ela fotografava o jantar da outra criatura com sua câmera. Sem fazer absolutamente barulho audível nenhum. Até que acabou chutando a estátua sem querer. O monstro olhou para cima, os longos cabelos grisalhos balançando com o vento da noite. Um trovão soou e a criatura rugiu para a menina que sorriu e acenou um pouco nervosa e amedrontada pela ira do monstro que saltou para despedaçá-la com suas garras e presas afiadas, a enorme bocarra do demônio estava aberta á segundos da boca da garota, quando ela sentiu alguém agarrar seu torço, empurrando sua posição no espaço até um ponto á esquerda, pousando no chão sem problemas. O rapaz de cabelos brancos colocou-a no chão.
- Meeeeu, heróóóóói! - ela comentou com um ronronar mal agradecido.
- Você me deu alguns problemas sua gata mal educada. - Aleister murmurou. - Aquela bruxa do seu país me atrasou bastante á chegar até aqui.
Ele tocou no ombro da garota e ambos apareceram á quinze metros da posição anterior, esquivando-se de um soco do monstruoso ser que lhes encontrara.
- O FALSO! - urrou o monstro. - O AKALA IMPERFEITO!
Aleister virou-se para a criatura.
- Você também me deu trabalho grandão. - ele desta vez não sorria, como se demonstrasse desprezo para com a criatura. As chamas brancas surgiram em seus olhos verdes. - Vou cuidar pra que isso não se repita outra vez.
Os dois avançaram um contra o outro. O rapaz girou o corpo pronto para acertar um poderoso chute que colidiu com o antebraço da criatura que o lançou para trás, o que não adiantou uma vez que Aleister surgiu ás suas costas e acertou uma cotovelada na lateral direita de seu abdômen. O impacto lançou a criatura para o lado com tal velocidade que a criatura desapareceu na escuridão, velozmente voltando para o ataque, mais rápido do que o garoto poderia se mover lançando-o para trás com um soco o qual foi defendido com os braços cruzados mas da forma foi lançado para o alto com tamanha força que atravessou dezesseis andares do local. A gata já não estava mais lá, desaparecida nas sombras. Aleister apareceu no telhado do prédio, o demônio irrompeu do buraco aberto anteriormente, escancarando o telhado ainda mais. O monstro ergueu os braços com os punhos fechados e baixou-os com velocidade e força, na intenção de esmagar o outro que simplesmente desapareceu e surgiu em pleno o ar, acertando a face da criatura com um poderoso chute de seu pé esquerdo, suficientemente forte para lançá-lo para o outro prédio.
- PARADO! - urrou alguém. - POLICIA!
Aleister virou-se para olhar por cima do ombro, um ronco parecido com o de um felino subiu por sua garganta e forçou o detentor de sua prisão, detetive Jorel Lamancha, á recuar um passo, suando frio. O policial ergueu a arma para apontá-la para o garoto... Que já não estava mais lá. A cena do crime estava vazia, exceto pelo completo massacre e pelos escombros no hall de entrada da imobiliária local.

***

O corvo batia o bico na janela, os olhos vermelhos brilhando enquanto observava a cena que se encontrava na sala. O homem de longos cabelos negros observava as fotos em suas mãos. A garota gato sorridente estava sentada na mesa do mesmo. O corvo continuava bicando o vidro.
- Então, explique-me mais uma vez. - o homem disse.
A garota suspirou e deu de ombros como se estivesse cansada de repetir. O corvo continuava batendo no vidro.
- Como eu já disse... - ela começou á explicar com um sorriso brincalhão no rosto. - Esse esquisitão vem atacando sem absolutamente nenhum motivo tudo e qualquer coisa que ele vê, oito situações ainda não foram descobertas, ocorreram no subterrâneo ou em lixões, onde ninguém se importaria com dez ou mais corpos. Ele sempre murmura sobre estar com fome e sobre "pegar um impostor". Nas ultimas vezes ocorreram coisas á mais: no museu dois caras encontraram os corpos logo que ele saiu, um deles parecia saber rastrear aquela coisa melhor que minha Captura de Aura. E na ultima vez...
O homem virou a cadeira giratória para ficar de frente á mesa e colocou as fotos em cima da madeira escura da mesma que era coberta por um pano roxo com estranhos desenhos. A garota felina balançou a cauda e olhou para ele por cima do ombro. O corvo ainda bicava o vidro...
- A besta notou sua presença. - disse ele. - E o rapaz de cabelo branco salvou você.
A garota assentiu de má vontade. A janela ainda sendo açoitada pela ave negra...
- É como se ele estivesse em um nível parecido, mas inferior, ao daquela coisa. - ela comentou. - Mas o mais estranho... Foi que ele chamou o cara de... "O Falso" e "O Akala Imperfeito"...
O homem de longos cabelos negros deu um meio sorriso frio e juntou suas mãos, um olho rubro podia ser visto por entre as mechas de seus cabelos negros e pesados. O corvo parou de bicar e piscou seus olhos vermelhos.
- Então... - ele pegou uma ficha na mão observando o nome de um paciente do Asilo local. - Isso... Vai ser interessante.
Ele jogou a ficha na mesa. O corvo arrulhou.
- Nós temos em mãos, não um... Mas sim dois com esse nome...
Na ficha continha uma imagem: uma foto de um homem alto, de pele cinza avermelhada, com a boca enfaixada com estranhas faixas cobertas de símbolos antigos da cultura indígena nativo-americana. Os olhos vazios encaravam a câmera e os braços presos por mangas de uma camisa de força despojavam mais faixas cobertas de símbolos. No campo da ficha dedicado ao nome do paciente estavam as seguintes palavras: AKALA, ALEISTER. O bilionário deu uma risada arrepiante com seus olhos vermelhos iluminados por chamas verde-escuras. A gata arrepiou-se toda e deu um salto com a repentina gargalhada do outro. O corvo abriu as asas e voou em direção aos raios e trovões que cortavam o céu noturno...

_________________
avatar
[ADM] Utgard

Mensagens : 49
Data de inscrição : 19/08/2016

Trainer Card
Dinheiro: 10000000000000000000 Yóns
Mochila:
Insígnias/Fitas:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum